Monday, September 29, 2008

As futuras exposições do Museu de Évora

«Retratos romanos inauguram exposições temporárias do Museu de Évora
  Setembro 29th, 2008

O Museu de Évora, que prevê reabrir na totalidade em 2009, já programou 12 exposições para os próximos três anos, começando a 20 de Outubro com uma mostra de retratos romanos, do Museu de Mérida (Espanha).

“Creio que será uma das melhores exposições de arte romana que já se fez em Portugal, até porque o Museu de Mérida, fora da península itálica, tem das maiores colecções do mundo de escultura romana ligada à problemática do retrato”, assegurou hoje à agência Lusa Joaquim Oliveira Caetano, director do Museu de Évora.

Das várias exposições, o mesmo responsável “levantou” também o “véu” sobre a atenção que vai ser dada às colecções detidas por particulares, uma área “pouco apresentada ao público”. (…)»

Restante notícia:  http://www.portalalentejano.com/?p=671 (Notícias do Alentejo/Lusa)

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Wednesday, September 24, 2008

Jornadas do Património 2008

“As Jornadas Europeias do Património (JEP2008) celebrar-se-ão, em Portugal, nos dias 26, 27 e 28 de Setembro. Com o tema proposto - “no património… ACONTECE” - pretende-se propiciar novas oportunidades de reencontro das pessoas e das comunidades com o mundo do património e dos monumentos, reforçando essa ligação através de acções que promovam a sua re-apropriação com um carácter efémero. (…)”

Programa pode ser acedido aqui (formato pdf).

Algumas das localidades alentejanas aderentes estão nestas páginas:

Barrancos/Noudar: 14-15
Beja/Borba: 17-18
Elvas: 29-30
Estremoz: 31
Évora: 31-32
Marvão: 54
Mertóla: 55
Pavia: 62
Portalegre: 64

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Monday, September 22, 2008

III Festival de Expressões “Confrontos”

«De 30 de Setembro a 4 de Outubro irá decorrer o III Festival de Expressões – “Confrontos”, evento da responsabilidade da Cercidiana em parceria com a Câmara Municipal de Évora.

“Confrontos” entre duas realidades, de pessoas com deficiência e os “outros”, que sendo aparentemente opostas se unem e se complementam na criação do produto artístico. (…)»

Programa completo, e outras informações, disponibilizadas neste blogue.  

Festival irá decorrer no Teatro Garcia de Resende. Reservas a partir de 22 de Setembro, bilhetes à venda a partir do dia 29 Setembro. Descontos para estudantes nos últimos dias.

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Thursday, September 18, 2008

O sagrado… e o Boletim!

CONFERÊNCIA DE RECEPÇÃO AOS CALOIROS DA UNIVERSIDADE DE ÉVORA - 2008 by you.

Mais informação no site do Museu de Évora.

Também já está disponível o 3.º número

 do “Cenáculo - Boletim on-line do Museu de Évora“.

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Sunday, September 7, 2008

Esgrafito em Évora

«(…) A par das «carrancas» e dos «ferros», há ainda a interessar nas fachadas os esgrafitos, desenhos a ponteiro ou a colhér de alvenel na parede ainda fresca, relevando o material e destacando-o do fundo pela cor. Há lindos modelos em Évora; alguns datados. Em S. Brás, no Palácio da Inquisição, defronte da Sé, no Pateo de S. Miguel, em muitas casas vulgares, da praça, da Porta Nova e doutros locais da cidade, há esgrafitos em frisos, aventais e sôbrejanelas. Os de fundo cinzento são os mais bonitos. Este fácil motivo ornamental que se presta a decorações de casas humildes, deve ter sido imitado de Itália. Em Évora mantem-se apenas o esgrafito popular, e os modelos repetem-se. O esgrafito erudito desapareceu. Os do palácio defronte da Sé [link] têm a data de 1637 [na verdade a data é 1673]; são os mais antigos da cidade. (…)»

Matos Sequeira, Alberto Souza – Évora, [Lisboa], Empresa Nacional de Publicidade, 193?, pp. 27-28.

A bibliografia deste assunto resume-se, tanto quanto sei, a estes dois trabalhos:

Mónica Charrua – Estuques e Esgrafitos de Évora, s.l., DGEMN, 1992.
Sofia Guilherme – As Superfícies Arquitectónicas de Évora: o esgrafito. Contributos para a sua salvaguarda [texto policopiado], Évora, tese de mestrado em Recuperação do Património Arquitectónico e Paisagístico, Universidade de Évora, 2005.

Alguma informação adicional sobre este tema (cidade de  Évora e região do Alentejo), esparsa e pouco sistematizada, pode ser encontrada nos trabalhos do historiador de arte Túlio Espanca, ou em publicações periódicas dos extintos IPPAR e DGEMN.
O esgrafito «erudito» (particularmente o dos sécs. XVI e XVII) ainda não foi estudado com a minúcia devida. O que subsiste, ao contrário daquele que povoa as fachadas do centro histórico de Évora, muitas das vezes está escondido por camadas de cal, no interior de edifícios religiosos, ou dele apenas resta a memória em fontes documentais. Utilizado na ornamentação (relativamente barata) de altares, colunas e tectos de igrejas, ou em espaços conventuais (refeitórios por ex.), foi gradualmente substituído por pintura mural e/ou talha dourada (sécs. XVII e XVIII) e relegado para a uma posição secundária, na decoração exterior de edifícios civis.

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