Sunday, February 24, 2008

Muralhas de Évora

                           

                                            Fotografias retiradas daqui: http://www.flickr.com/photos/sertorius/.
   

“A limpeza da Muralha de Évora já avançou, tendo os trabalhos sido feitos pela autarquia.” (link)

Sim, mas e o resto do perímetro da  muralha??? Exceptuando os baluartes que confinam com instalações militares - Comando da Instrução e Doutrina do Exército (CID), onde é feita limpeza às muralhas com alguma regularidade, todo o restante perímetro está com uma bonita decoração de ervas e arbustos de toda a espécie.
Espero que a genica da Câmara Municipal de Évora não pare naquele pequeno recanto da muralha, à Porta do Raimundo.

Já agora, tanta polémica, mau estar e alarde sobre quem deveria fazer a limpeza das muralhas, e ninguém se lembrou de ir ao site da extinta DGEMN (agora Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana): http://www.monumentos.pt?
É que se lá tivessem ido (especialmente a CMÉ) encontravam a informação pública que as muralhas estão em regime de afectação à “Câmara Municipal de Évora, em auto de cessão de 14 Junho 1946″!!
Afinal todos estes comunicados e pretensos mal entendidos serviram para demonstrar a má vontade de duas instituições, que deveriam cooperar, em manter e valorizar este património eborense.
Infelizmente parece-me que estas instituições só estavam interessadas em passar esta batata quente, que ainda por cima não dá votos nem muita visibilidade!

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Thursday, February 21, 2008

Pinturas do antigo retábulo da Sé de Évora em exposição


«Faz-se pela primeira vez, no Museu Nacional de Arte Antiga, no próximo dia 26 de Fevereiro (na Rua das Janelas Verdes) a apresentação pública das pinturas do antigo retábulo da capela-mor da Sé de Évora logo após a intervenção de conservação e restauro com que foram recentemente beneficiadas.
 
Constituído por treze grandes painéis dedicados à Vida e Glorificação da Virgem e por seis outros com passos da Paixão de Cristo, fruto de uma encomenda portuguesa a oficinas de Bruges nos finais do século XV, este conjunto retabular é marcante não só pela qualidade artística das pinturas como também pelas enormes dimensões.

Nesta exposição, pela primeira vez, se apresentam os modos como as pinturas foram estudadas materialmente, não só para se executar o seu tratamento de conservação e restauro mas também para investigar novos elementos conducentes à análise do acto de criação e execução material da obra de arte.

O estudo aprofundado deste conjunto de 19 pinturas foi possível graças a uma colaboração entre o Instituto Português de Museus (IPM), o Museu de Évora e o Instituto Português de Conservação e Restauro (IPCR).
Participaram igualmente no projecto os Museus de Arte Antiga e de Grão Vasco, assim como consultores estrangeiros do Museo del Prado, de Madrid, e do Metropolitan Museum of Art de Nova Yorque .

Tornou-se possível desenvolver este estudo aprofundado desta obra, através de um projecto interdisciplinar com uma equipa formada por Historiadores de Arte, Conservadores-restauradores, Cientistas e outros técnicos qualificados.
Exposição patente no Museu Nacional de Arte Antiga entre 27 de Fevereiro e 20 de Abril.


Publicado em 2008-02-21»
Posted by Sertorius at 18:26:55 | Permalink | Comments (1) »

Monday, February 18, 2008

1º Encontro de Blogs de Museus

Não podendo participar não posso deixar de publicitar este importante encontro, já no próximo dia 1 de Março, pelas 14h00, onde o Museu da Chapelaria (S. João da Madeira) recebe o 1º Encontro de Blogs de Museus.

O objectivo deste encontro é fomentar a discussão e a troca de experiências neste domínio, pelo que serão convidados diversos autores de blogs, nomeadamente, um representante de um museu, um representante de uma associação ligada à museologia e um profissional de museus.


A entrada é gratuita, mas deverá fazer a inscrição através do seguinte e-mail: museu.chapelaria@gmail.com.

Mais informações poderão ser obtidas no blogue: http://newmouseion.wordpress.com.

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Sunday, February 17, 2008

Novo arcebispo de Évora

 ”D. José Alves, nomeado Arcebispo de Évora a 8 de Janeiro, vai tomar posse da Arquidiocese já este Domingo, dia 17, na Catedral local, pelas 16h00. (…)”

Link: http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=56583&seccaoid=3&tipoid=14

 ”D. Maurílio Gouveia, arcebispo que durante 26 anos esteve à frente da arquidiocese de Évora, diz que a hora da saída está a ser vivida “em paz e com sentimento de dever cumprido”. Não nega as dificuldades dos primeiros tempos, mas afirma ter desenvolvido um trabalho importante no que são as competências da Igreja Católica. (…)”
 
Link: http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=273008&idselect=10&idCanal=10&p=200

 Sobre a Arquidiocese de Évora consultar:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquidiocese_de_%C3%89vora (este artigo é da Wikipédia mas está actualizado e as informações que presta estão, salvo erro, correctas.)

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Friday, February 8, 2008

Aconteceu nas Alcáçovas. Há 170 anos atrás!!

«Em oito de fevereiro de 1838 entrou n’esta villa a guerrilha do Baiôa, e levou, segundo consta, cinco cavalgaduras, vinte e cinco alqueires de trigo, polvora e tabaco que havia no estanco e algum dinheiro da derrama que calculam em doze mil e setecentos réis e somente pagaram pão, carne e vinho.
Eram deseseis guerrilheiros e levaram vinte e trez espingardas, que pertenciam á guarda nacional.»

Excerto retirado do livro que o Padre Joaquim Pedro de Alcântara escreveu em 1890, de seu título Breves Memorias da Villa das Alcaçovas. Este fac-símile foi impresso a expensas da Fábrica da Igreja Paroquial das Alcáçovas, em 2005. A “Reimpressão está conforme o original publicado em 1890 pelo revd.º Padre Reitor Joaquim Pedro de Alcântara.” informa-nos a capa.
Originalmente foi publicado em 1890, em Évora, na Minerva Eborense.

Num ambiente pós guerra civil as guerrilhas miguelistas foram muito activas no Alentejo. Muitos dos inúmeros soldados, e oficiais, que abandonaram o exército ou foram expulsos, dedicavam-se a uma guerrilha contra o estado liberal, que na maior parte das vezes mais não era do que banditismo encapotado por alguma política, quimérica, de restauração absolutista.
Assaltos, ajustes de contas, actos de coragem ou de mesquinhez foram muitas das vezes praticados por estes “guerrilheiros”, que tinham algum apoio do povo e por vezes do clero.
Neste caso a entrada nas Alcáçovas deve ter feito debandar a guarda nacional, já que os guerrilheiros levaram as armas e fizeram o que bem entenderam.
Na ainda fraca ficção nacional, de cariz histórico, só conheço a série Alentejo sem Lei, que retrata essa época, se bem que muitas das vezes de uma forma burlesca e sem qualquer mérito. Alguns trabalhos académicos abordam, tendencialmente, a guerrilha do Remexido deixando de parte as outras guerrilhas.
Sobre este assunto muita documentação existe, se bem que seja por vezes difícil recolhe-la, nos arquivos centrais (p. ex. Arquivo Histórico Militar), nos arquivos dos governos civis ou camarários e por vezes em espólios familiares. 

Site com informação sobre a freguesia das Alcáçovas (distrito de Évora):
http://www.cm-vianadoalentejo.pt/modules/freguesias/alcacovas.php

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Thursday, February 7, 2008

SOS Museus

O site não está actualizado e alguns links também não estão disponíveis, mas vale a pena dar uma vista de olhos, ou uma leitura mais demorada. Se algo acontecesse num museu português (terramoto por ex.) como seria a resposta das autoridades e o rescaldo/recuperação? Planeado ou numa base de desenrasca?

                         Site Museum SOS - http://www.museum-sos.org/htm/index.html.

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