Thursday, August 30, 2007

Enjoy the weekend!!!

Bem, no fim de semana que se avizinha espero visitar estas três exposições (no mínimo). Até mais ler….

* «A exposição que inaugurou no Museu do Chiado, “Anos 60 - Momentos Transformadores séc. XIX e XX”, parte da colecção existente no Museu e reúne dois períodos afastados por um século, e que poucas relações estéticas têm entre si.
 De comum, pode dizer-se que correspondem a dois momentos de transformação profunda das práticas artísticas nacionais (meados do século XIX e, década de 60, do século XX).»   Museu do Chiado

* «João Miguel dos Santos Simões (1907-1972)     

Na celebração do centenário do nascimento de João Miguel dos Santos Simões pretende-se dar a conhecer esta personalidade marcante da Cultura portuguesa do século XX. Fundador do Museu do Azulejo, desenvolveu importante obra como Historiador de Arte e em especial do Azulejo, ainda hoje de grande pertinência científica. Através desta exposição comemorativa, celebra-se o seu trabalho exemplar como Investigador e Museólogo e a forma como resgatou, preservou e divulgou o património em Azulejo e promoveu a cultura de Portugal.»  Museu do Azulejo

* «O Tapete Oriental em Portugal. Tapete e Pintura – séculos XVI a XVIII

A exposição aborda, pela primeira vez, a história dos tapetes orientais em Portugal. Partindo da significativa colecção do MNAA, com a colaboração de instituições públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, estrutura-se em quatro núcleos – Península Ibérica, Turquia, Pérsia e Índia –, associando os tapetes à sua imagem em pinturas dos séculos XVI a XVIII.»   Museu Nacional de Arte Antiga

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Monday, August 20, 2007

Música barroca em Évora

Consultar cartaz aqui.

“International Music Summer Schools in Évora University, August 2007.
The Évora University Music Summer Schools are short study courses to be held in Évora, Portugal, between 20th and 31st of August 2007, in cooperation with The Divino Sospiro Association and the Fundação Luís de Molina.”
Mais informações sobre  esta iniciativa no blogue
www.masterclassinevora.blogspot.com.

Para lá das aulas são realizados vários concertos de música barroca, em diversos pontos da cidade, gratuitos. Começam hoje, dia 20, e terminam no dia 30 de Agosto.

Aproveite…

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Saturday, August 18, 2007

Para ler…

Uma Entrevista Por Mês - Editorial Caminho (link)
Dezembro de 2005 - António Borges Coelho
Entrevista elaborada a partir de questões formuladas pelos leitores

«Qual a sua opinião sobre o “ataque” que tem sido feito aos cursos universitários na área das ciências sociais e humanas, perspectivando o encerramento de alguns destes cursos?

Aos Conselhos Científicos das Universidades cabe, em princípio, zelar pela qualidade e a rentabilidade dos cursos ministrados. Hoje a área das Ciências Sociais e Humanas é a parente pobre e a principal visada pela contenção das despesas. No entanto, não sou contra o encerramento de cursos quando criados para garantir uma “coutada” privada.

Como é que encara a redução da duração das licenciaturas desencadeada pelo processo de Bolonha? Que reflexos terá essa medida na qualidade do ensino ministrado na licenciatura de História?

A redução de número de anos na licenciatura, proposta pelo processo de Bolonha, vai “engordar” as estatísticas de sucesso, formando mais alunos com menos despesa. A especialização tornar-se-á cada vez mais cara. No que se refere à História, reduzindo para três anos o tempo lectivo, será mais difícil ensinar a fazer e a ler História. Aumentará o recurso a “pacotes” informativos, voltados sobretudo para a história dos países dominantes, e com menor abertura para a leitura crítica.

De acordo com a sua experiência como historiador, e concedendo que a história analisa o passado, acha possível perspectivar o futuro que se aproxima? Se sim, qual a sua opinião?

A História não descreve nem analisa o futuro. Fornece um material riquíssimo de experiência humana indispensável para iluminar os nossos actos. Mas o número de variáveis é tal que não podemos anunciar e menos ainda decretar o futuro. Sabemos, no entanto, que as variáveis do futuro são um pouco como as linhas do sismógrafo girando à volta do rolo e com oscilações bruscas.

O Professor é uma pessoa social e politicamente empenhada ao longo de toda a sua vida e conta com uma experiência de vida única. Podemos acalentar a esperança de uma incursão do especialista em História Moderna na História Contemporânea, através de um relato na 1.ª pessoa?

A História Contemporânea é aparentemente fácil, os factos parecem estar ao alcance da nossa mão, mas é extremamente complexa, por estarmos tão próximos e pela infinito da informação. A subjectividade do historiador é aqui mais difícil de conter, tanto mais que a pressão social, no sentido de encaminhar a descrição, silenciar os próprios acontecimentos e determinar a sua valorização, é no contemporâneo muito mais forte e transforma-se, mesmo contra vontade dos autores, uma peça do combate ideológico. Relatos na primeira pessoa, só na ficção. E ainda agora dei à estampa uma novela sobre os tempos sombrios intitulada Youkali. Mas se a natureza for generosa comigo, talvez consiga avançar da Época Moderna para a Época Contemporânea…
 
Passaram, há algumas semanas, 250 anos sobre o terramoto de 1755, em Lisboa. Qual a sua visão sobre uma catástrofe natural que implicou profundas alterações ao nível do pensamento não só português mas também europeu?
 
O ano findo foi fértil em estudos de qualidade sobre o terramoto de Lisboa de 1755. Não me alongarei na resposta. A primeira alteração provocada pelo terramoto ocorreu na própria cidade de Lisboa. Ainda hoje conserva, felizmente, marcas da época medieval, renascentista e barroca, mas o terramoto fez emergir, sobretudo na Baixa, a Lisboa iluminista. O tremor de terra e o maremoto desencadeou também um movimento de solidariedade por parte da Inglaterra, da França, da Espanha e do Brasil colonial. Levantaram-se vozes anunciando que o fenómeno se devia a castigo divino pelos pecados dos homens mas as explicações naturais ganharam a partida. O impacto produzido nas consciências ficou marcado na obra de grandes vultos da Época como Kant ou Voltaire.
 
O Professor introduziu na historiografia portuguesa temas tabus como a presença e influência árabe na história e cultura portuguesas ou a fantástica investigação sobre a Inquisição de Évora. Parece-lhe que na Universidade actual, cada vez mais dominada por problemas económicos e reflectindo também por isso o pensamento político do poder, podem existir espaços e pessoas capazes de incentivarem projectos de investigação de ruptura com o saber dominante, como foram os seus?
 
A História Social é sempre vista com alguma desconfiança pelos poderes estabelecidos. A Sociologia não tanto. Tem sido, em geral, benéfica para o poder. Hoje, alguma da historiografia dominante, ao iluminar quase em exclusivo o papel das elites, deixa no ar a ideia de que só elas fizeram e fazem a história. Ela é fita por dominadores e dominados. Evidentemente, a história das elites permite maior recompensa mediática. Mas felizmente há muita gente hoje, novos e mais velhos, a aprofundar o conhecimento histórico.»

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Sunday, August 12, 2007

Abertura de museu em Barrancos

Fotografias de Barrancos e Noudar aqui.

«Vai ser inaugurado em 24 de Agosto, pelas 18 h, o Museu Municipal de arqueologia e etnografia de Barrancos.
Tratando-se de um museu generalista, contém peças epigráficas islâmicas e ibéricas, bem como uma invulgar escultura púnica.
Passará a estar aberto ao público todos os dias, com fecho para descanso do pessoal à segunda-feira.»  In
Archport.

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Saturday, August 11, 2007

Um comentário face à notícia de um estudo de enquadramento para a cidade de Évora:

«Parque expo? Uii, cuidado para não transformarem o templo de diana num hotel, como aconteceu com a extinta torre vasco da gama.
Este projecto também contará com campos de golfe?  Como se sabe, eles são uma infra-estrutura necessária e da maior urgência em Évora. Que tal um no centro, lá para os lados da praça do giraldo? Cinco não serão com certeza suficientes para o afluxo de visitantes que certamente se esperará, dado o ameno clima alentejano, próprio para a prática desportiva e a extraordinária façanha ambiental, digna de espanto de queixo caído. Senhores que passam os dias na praça do giraldo, corram a comprar os seus sticks e comecem a treinar a pontaria na cabeça do zé arnesto!
Se é que ele até lá não se transformou num olharapo…

local guy»

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Wednesday, August 8, 2007

Arte Portuguesa na Gulbenkian

 

Mais informação sobre os 50 Anos da Arte Portuguesa em 1 e 2.

O meu obrigado pela informação, enviada por Patrícia Rosa (estagiária).

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Tuesday, August 7, 2007

casas caiadas

Por entre casas caiadas
de luar e de silêncio,
paira no meio da estrada
a poeira de outros tempos…

Por entre casas caiadas,
mas com desgraça por dentro
(ó varandas enfeitadas
com trepadeiras de vento!),

algumas desmanteladas,
de apodrecidas empenas
(todavia nos telhados
antenas e cataventos…),

por entre casas caiadas,
por entre casas (Silêncio,
que ronda o medo na estrada
em automóveis cinzentos!),

há jorros de luz salgada,
há torrentes de veneno…

E dentro daquelas casas
quando foi que nós morremos?

David Mourão – Ferreira (bio)

Nota: poema lido na revista Colóquio. Revista de Artes e Letras, n.º 22, Fev. 1962. Desconheço em que livro, dentro da obra do poeta, se encontra este poema. 

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Thursday, August 2, 2007

Os tempos não estão para críticas…

«Dalila Rodrigues afastada do Museu de Arte Antiga
 Alexandra Carita
 
A tutela invoca como razão para a saída da directora apenas a sua discordância quanto ao modelo de gestão dos museus nacionais.
 
Depois de ontem à tarde a directora do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), Dalila Rodrigues, ter inaugurado com êxito a exposição Tapetes em Portugal, a tutela chamou-a hoje de manhã para lhe comunicar que não seria convidada para nova comissão de serviço.
“Sinto-me ofendida”, disse ao Expresso Dalila Rodrigues. “Este é simplesmente o afastamento de uma pessoa que expressou livremente o seu pensamento”, continua. A ex-directora do MNAA foi a primeira e única a discordar abertamente do actual modelo de gestão dos museus nacionais, para os quais defendia uma autonomia financeira. “O meu contributo era no plano das ideias e sinto-me tristíssima que neste país já ninguém possa expressar a sua opinião. De repente tornei-me incómoda”. (…)»  (Link)

Expresso, 1/08/2007.

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