Thursday, July 26, 2007

Estudo de Enquadramento… para a cidade de Évora

Fotografias antigas da cidade de Évora neste sítio (Projecto Memória).

«A Câmara Municipal de Évora assinou no dia 24 de Julho, nos Paços do Concelho, um contrato de prestação de serviços com a Parque EXPO’98 para elaboração de um Estudo de Enquadramento Estratégico para o Centro Histórico de Évora, que permitirá avançar com a recuperação e revitalização integrada e global desta área da cidade, pondo assim fim a um problema de declínio populacional e decrepitude urbana progressiva que vem ocorrendo há várias décadas.
O referido estudo será elaborado nos próximos cinco meses pela empresa pública Parque EXPO, prevendo-se a concretização do projecto de revitalização do Centro Histórico num prazo entre seis a oito anos, atingindo o seu custo cerca de 100 milhões de euros. (…)»

Site da Câmara Municipal de Évora 24, Julho, 2007. Link.
 

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Tuesday, July 24, 2007

Why Christopher Columbus is history!

«Why Christopher Columbus is history (and why many would-be teachers know nothing about him)

By Richard Garner, Education Editor

Only one out of 20 would-be teachers on a Cambridge University history and education course knew anything about Christopher Columbus, a conference was told yesterday.

The figure was revealed by Kate Pretty, pro-vice chancellor of Homerton College, as evidence of the decline in history in primary and secondary schools. Later this month, a report by Ofsted, the education standards watchdog, will reveal that seven out of ten pupils have ditched the subject by the time they are 14. Only 30 per cent go on to study it to GCSE level.

The report will also reveal that time allocated for history is now being swallowed up by the new compulsory lessons in citizenship - which aim to instil in UK children the concept of “Britishness”.

Dr Pretty said history was being squeezed in both primary and secondary schools, with the result that bits of it are being left out altogether. “Columbus came before the Henrys (the Tudor period) and so therefore it wasn’t covered in secondary schools,” she added. “In primary schools, the subject has been squeezed as a result of the concentration on maths, English and ICT - the core curriculum.”

Dr Pretty was speaking at the annual summer conference of the Prince of Wales’ Teaching Institute - held at her college in Cambridge to discuss issues covering the teaching of English, history and science.

“It is quite difficult to teach people who have no knowledge of a historical period because of what has happened,” she said.

“In one of my classes of 20 (a bachelor of education course on history and education), only one knew about Christopher Columbus. There is therefore some difficulty at university level of knowing how to build on what has been studied before.”

Paul Armitage, a senior history inspector at Ofsted, said that while only 30 per cent of pupils took history at GCSE, even fewer went on to take the subject at A-level or university. He added: “If we say it is being taught well in secondary schools, it is also taught to a minority.”

Many teachers at the conference were worried that the shake-up of the national curriculum - due to be announced next week - would put a further squeeze on history. The Qualifications and Curriculum Authority, the Government’s exams watchdog, is expected to call for more topic-related lessons - on themes such as global warming, creativeness and culture - rather than sticking to the traditional subject-based timetable.

Dr Pretty warned that many teachers were not adequately trained to teach subjects such as global awareness. “We’ll have to dumb the curriculum down so far that we will not be teaching what is worthwhile,” she said.

Ralph Tabberer, director general of schools at the new Department for Children, Schools and Families, said topics such as global warming would help to get youngsters “engaged” in lessons. “I think there is plenty of evidence over the past few years that the Government is prepared to interfere less [in the curriculum],” he added.

However, he acknowledged there was danger that “trivial” topics could be introduced. “The theme of chocolate, for instance, does not have a deep understanding,” he said.

The man who ‘found’ America

* Exact date of birth debated, but thought to be about 1451 in the Italian city of Genoa.

* At the age of 14, he attended the University of Pavia and learned Latin, navigation, geography and astronomy.

* He made Portugal his base and in 1475, he married Doña Felipa Moniz.

* His “Enterprise of the Indies” expedition was sponsored by King Ferdinand and Queen Isabella of Spain. Columbus had failed to win backing for it in Portugal, France and England.

* On 3 August 1492, Columbus and his three ships, the Santa Maria, Pinta and Niña, set sail across the Atlantic and “discovered” the West Indies. He made three more transatlantic voyages but never actually set foot in North America.

* He died on 20 May 1506.»

The Independent, 6 Julho 2007, link.

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Saturday, July 14, 2007

Momentos Berardo, que já vêm de longe!

(…) «Uma senhora inglesa, que residiu muitos anos no Porto, contou-me a seguinte anedota, de um rico negociante desta cidade que pretendia ornamentar a sua casa com pinturas. Chamou este senhor o pintor Glamma, que tinha em seu poder algumas pinturas antigas, de grande valor, e que se encarregava de as vender por preços muito moderados. Como este abastado comerciante era muito mais entendido na produção de uvas do que na do lápis, pulou de surpresa quando Glamma lhe pedia vinte moedas por um Corregio, objectando que tinha comprado havia pouco dois quadros novos e de muito maiores dimensões pela mesma quantia.» (…)

James Murphy, Viagens em Portugal, Lisboa, Livros Horizonte, 1998, p. 29. Tradução e notas de Castelo Branco Chaves. Título original: Travels in Portugal, 1795.

«Já estava casado, e emigrado na África do Sul, quando o primeiro quadro lhe entrou em casa. Trouxera-o, devidamente emoldurado, a sua mulher. Curioso, passou-lhe os dedos pela superfície e terá exclamado, como voltou agora a exclamar, entrevistado por Ana Sousa Dias:

- Mas isto é um print!

- Uma cópia - esclareceu Ana Sousa Dias.

- Sim, um print - disse Joe Berardo.

A mulher reconheceu que sim, que era uma cópia, ou um print, e elucidou-o:

- Se quiseres ver o original, tens de ir a Paris, ao Louvre, que é lá que está.

- Era a «Mona Lisa» - esclarece agora Joe Berardo, com uma gargalhada divertida, acrescentando: - Não fazia a menor ideia do que era.»

Excerto retirado do Expresso on-line:
http://semanal.expresso.clix.pt/actual/opiniao.asp?edition=1594&articleid=ES94379.

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Saturday, July 7, 2007

Kultura

Joaquim Rodrigo

Joaquim Rodrigo, “Kultur - 1962″. Biografia do pintor, e mais duas obras, neste site.

Sugestão: visite no Museu do Chiado, a exposição ”Anos 60 - Momentos Transformadores séc. XIX e XX” e por Évora aventure-se pelo centro histórico, e entre outros locais a visitar, espreite na sede do Grupo Pró-Évora a exposição “BELAS ARTES - ANOS 50″.

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Wednesday, July 4, 2007

Work… at last!!!

Harry Gottlieb - Going to Work (1941).

Nos próximos meses estarei a trabalhar. A “estagiar”, mais concretamente.
Bem chamem-lhe o que quiserem, sempre é melhor do que ser um para-biscateiro ocasional.
E ainda bem que tal vai acontecer, porque o ”dolce fare niente” provoca a desintegração da pouca massa cinzenta que o Criador me forneceu, o que conjugado com uma carteira com teias de aranha, não é nada bonito de se ver.

PS - sob os auspícios de Garibaldi, a ver vamos como me vou sair…  

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Amanhã nova exposição no Museu Nacio-nal de Etnologia…

Pinturas cantadas: arte e performance das mulheres de Naya

Inauguração dia 5 de Julho de 2007, 18h30

“Sinopse: A exposição Pinturas cantadas: arte e performance das mulheres de Naya, mostra as obras realizadas pelas mulheres das comunidades Patua do Estado de Bengala na Índia que cantam as histórias que pintam em extensas tiras de papel. Os temas tanto retomam o reportório das tradições orais da comunidade como falam de mudanças sociais e políticas e acontecimentos que marcam a vida da aldeia, do país ou do mundo.

Apresentação do catálogo
Joaquim Pais de Brito
Director do Museu Nacional de Etnologia

As exposições nascem muitas vezes por acaso. Assim foi com as Pinturas cantadas que este catálogo dá a conhecer. No seu começo está o encontro com Lina Fruzzetti e Ákos Östör que, numa visita a Portugal em Maio de 2006 para apresentar o filme com o mesmo nome, traziam com eles algumas das pinturas feitas pelas mulheres de Naya, aldeia do Estado de Bengala por eles estudada ao longo de muitos anos.
Abrir aqueles rolos foi para nós uma revelação e um encantamento. São pinturas em folhas de papel justapostas, coladas em tecido, muitas vezes reaproveitadas de outros usos, que as torna mais flexíveis e resistentes à sua continuada manipulação. Ali se encontram representados os mais variados temas, uns retomados da tradição oral, onde divindades e personagens de toda a índole são protagonistas de histórias inúmeras vezes repetidas, outros abordam assuntos da mais próxima actualidade. Pode tratar-se da narração de acontecimentos de grande ressonância mediática e planetária, como o ataque ao World Trade Center de Nova Iorque em 11 de Setembro de 2001, ou o tsunami de Dezembro de 2004. Mas podem também ter o alcance de uma campanha informativa e cívica, como ocorre com a luta contra a Sida ou contra a discriminação de género, que no infanticídio de bebés do sexo feminino encontra uma das suas mais radicais e violentas manifestações.
Como se percebe pelo texto de introdução e pelas biografias destas mulheres, estamos perante uma forma de expressão e prática cultural de grande profundidade temporal, antes desempenhada por homens, mas que as mulheres foram aprendendo e utilizando como instrumento da sua afirmação e promoção económica. Para tal, tiveram de conjugar a competência técnica do desenho e da pintura com a capacidade performativa da narrativa que se consubstancia nas canções que dão corpo à pintura.
Através do simples contacto com os rolos pintados percebem-se estilos pessoais, variações de linguagem e a profusa diversidade dos temas. Mas é o filme que há um ano teve a sua estreia europeia em Lisboa, e que agora faz parte integrante da exposição, que nos permite mergulhar num universo expressivo, tecido pelas relações sociais que revelam os quotidianos de uma aldeia e dos seus habitantes, as inquietações, as dificuldades, a capacidade de construção do futuro e de se projectar nele enquanto parte de um mundo mais vasto. E é também com o filme que ouvimos o canto das pinturas pelas vozes destas mulheres, que com entusiasmo viveram a preparação desta exposição em frequente contacto com os investigadores que a tornaram possível, e que não pudemos ter connosco para com o seu canto ouvir a sua pintura, como chegou a estar programado.”

Informação fornecida por Cátia Marques (Museu Nacional de Etnologia).

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Tuesday, July 3, 2007

Ainda a Igreja de Sto. António (Aveiro)

 Como foi ontem noticiado no Diário de Notícias, a Igreja de Sto. António e Capela de S. Francisco (Aveiro) está em más condições de conservação.
 A cobertura precisa de obras urgentes, já que, como em qualquer outro edifício, é sua  parte mais sensível/importante a conservar. Se as infiltrações provenientes das chuva atingem as madeiras da parte interior da cobertura e continuam o seu caminho infiltrando-se nas paredes, tanto essas como os azulejos e mesmo os altares de talha dourada começam um inexorável caminho para a ruína. Infelizmente é o que está a acontecer na Igreja de Sto. António.
 A ADERAV, Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural, com sede em Aveiro, para lá de fazer o que pode para manter aquele espaço assim como o seu interessante recheio (talha, azulejos) criou um blogue onde já colocou algumas fotografias que demonstram bem o problema.
 É importante a comunidade local estar a intervir e a movimentar-se para salvar este monumento nacional. É de esperar agora que a ADERAV, a autarquia, e outras entidades competentes (ex – IPPAR, ex – DGEMN, diocese) comecem a delinear um plano de restauro e salvaguarda, e de sustentabilidade económica.
Pois num futuro, que ser quer próximo, este antigo espaço monástico bem poderia ser visitado e fruído como um museu de arte sacra.

Blogue - www.aderav-aveiro.blogspot.com. Site - www.aderav.com.sapo.pt.

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Monday, July 2, 2007

Teimosia de cidadãos tenta salvar monumento nacional

“Lançada campanha para converter espaço em museu de arte sacra

A reforma não trouxe dias de descanso a Carlota Duarte. Nos últimos anos, a antiga escriturária da Segurança Social tem dedicado grande parte do seu tempo a tarefas de limpeza e restauro da igreja do antigo convento de Santo António, na freguesia da Glória.

O mau estado de conservação em que aquele monumento nacional do século XVII se encontra, após muitas décadas de abandono a que foi votado, hoje só não é mais evidente graças ao trabalho de alguns zeladores inconformados com o avançar da degradação. Há cinco anos, a estrutura do tecto ameaçava cair, a sacristia teve de ser escorada, os retábulos começavam a ceder e a desintegrarem-se devido a infiltrações de água. Ainda agora, há azulejos presos nas paredes com vulgar fita-cola.

“Para nós era uma dor de alma ver a igreja assim. Juntámos um grupo de benfeitores e aqui temos andado a dar o nosso tempo livre e tudo o mais que podemos para salvar o que resta”, disse Carlota Duarte.

A zeladora lembra-se bem do “choque” causado quando, num acto de maior coragem, subiu para ver o telhado. “Os barrotes estavam a apodrecer e deixava a chuva entrar”, recorda. Apesar de reparações pontuais, o cenário mantém-se. “É o que está pior, com muitos riscos para a segurança.” O “desânimo” causado pela falta de respostas aos apelos para obras urgentes não fez parar os zeladores.

A Associação para a Defesa e Estudo do Património da Região de Aveiro (ADERAV) lançou uma campanha em defesa do conjunto Igreja de Santo António e Capela de S. Francisco Ordem Terceira e a sua reconversão para museu de arte sacra. “Pretendemos fazer nossa esta causa e mobilizar a opinião pública bem como as entidades que podem intervir”, disse o presidente Luís Souto. A nova direcção eleita recentemente tomou posse, simbolicamente, no antigo convento e irá agora fazer apelos à Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e Instituto Português do Património Arquitectónico.

O vereador da Cultura da Câmara de Aveiro, Miguel Capão Filipe, associa-se ao apelo da ADERAV, disponibilizando meios técnicos para projectos e obras de emergência.” 

In Diário de Notícias (on-line) de 2 de Julho, 2007.

Para mais  informações sobre a igreja e o convento pesquise no site da defunta DGEMN: http://www.monumentos.pt/Monumentos/forms/002_B.aspx. Pesquisar por  “Igreja do Convento de Santo António”, distrito de Aveiro. 

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XIII Festival Évora Clássica (3 - 7 Julho)

    

Mais um ano, outro festival com belíssima música oriental (Irão, Índia),

dos Balcãs e África. Programação aqui.

Não falte!! 

Nota: Todos os espectáculos são oferecidos pela Casa Cadaval. Bilhetes a serem levantados no local nos dias dos espectáculos.

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