Monday, February 26, 2007

Évora quotidiana (XX)

No passado fim de semana o centro histórico de Évora foi percorrido por um grupo que espalhou música (ou melhor dizendo barulho) com uns tambores e gaitas de foles. Será isto o máximo de animação que se pode obter nesta cidade!?
Pelos vistos sim! Uns atabaques que atraem/colocam em fuga os poucos eborígenas e turistas é o que resta neste espaço que por vezes mais parece uma cidade fantasma…

E já agora, há 69 anos atrás os eborenses divertiam-se assim:

 «Feira Franca

 No edifício da Bolsa Agrícola, à Praça 1.º de Maio, inaugura-se hoje a Feira Franca, em benefício da Creche e Lactário, Senhoras da Caridade e Oratório de S. José.
 Funcionarão as seguintes barracas – Bar: – Serviço esplêndido ao alcance de todos os paladares; taberna: – Petiscos e vinhos dos mais saborosos; Kermesse: – lindos objectos para diversão e para brindar as pequenas; Barracas  de mercado: –  Artigos de diversas utilidades. Variedades sem fim; Teatro de Variedades: –  Exibição de uma estilisada bailarina.
 Atendendo ao fim que se destina o produto da Feira e ainda as grandes atracções proporcionadas, é de esperar farta concorrência.
 A Feira é abrilhantada  pela Orquesta Jazz Eborense “Luz e Vida” e repete-se nas noites de 26 e 28 do corrente.»

Notícias de Évora, n.º 11166, 24 Fevereiro 1938.

 Houve melhoria???

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Protocolo valoriza património Documental da Biblioteca Pública de Évora

Newsletter da Biblioteca Pública de Évora (26 Fev. 2007).

«O Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e a Biblioteca Pública de Évora assinam esta quarta-feira dois protocolos de colaboração, um com a Universidade de Évora e outro com a Fundação Alentejo Terra Mãe.

Ambos os protocolos visam a salvaguarda, valorização e divulgação do riquíssimo património documental da biblioteca eborense e, graças a eles, grande parte deste espólio será digitalizada e disponibilizada na Internet.

A assinatura destes protocolos tem lugar na Biblioteca Pública de Évora, esta quarta-feira, às 18.00 horas.

A Universidade de Évora, através do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS), e do Centro de Investigação em Tecnologias de Informação (CITIUE), colaborará com a Biblioteca Pública de Évora num programa de digitalização de documentos, sobretudo nas áreas da cartografia, manuscritos e material arquivístico, relevantes para os seus campos de estudo, centrados na Europa do Sul e Mediterrâneo. Para além disto, este protocolo dá forma escrita a uma cooperação já existente entre o CIDEHUS e a BPE no campo da investigação, organização de eventos científicos e promoção da leitura.

A Fundação Alentejo Terra Mãe, que está a desenvolver o Projecto Biblioteca Digital do Alentejo (BDA), com o objectivo de  disponibilizar, via Internet fundos documentais relativos ao Alentejo, colaborará com a BPE na digitalização e divulgação da parte destes fundos existente na biblioteca.

Não é demais realçar o grande alcance e o previsível impacto que a assinatura destes protocolos tem para a Biblioteca Pública de Évora e para as outras instituições signatárias. Numa altura de grande escassez de recursos, só a profunda interligação entre a BPE e outras instituições da comunidade permite alcançar objectivos de outra forma dificilmente atingíveis.»

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Thursday, February 22, 2007

Depois de monte roubado, trancas à porta?

Detalhe do interior do claustro. (IPPAR)
 
Convento de São Bento de Cástris foi saqueado, diz 24 Horas  
 
 
Não fosse um pastor ter “tropeçado” num sino de bronze e, muito provavelmente, o Convento de São Bento de Cástris, em Évora, teria sido totalmente saqueado.
O edifício foi deixado ao abandono durante quase um ano, período que os ladrões aproveitaram para roubar e destruir. A história foi relatada pelo jornal 24 Horas, na edição de terça-feira.

«O Convento de São Bento de Cástris, construído no século XIV, em Évora, e abandonado pelo Estado em 2006, foi saqueado e vandalizado, tendo desaparecido inúmeros objectos de grande valor histórico, sobretudo azulejos», refere o jornal, que acrescenta que a PSP está muito atenta ao mercado das antiguidades e a fazer diligências no sentido de identificar os autores do roubo.

Neste antigo convento da Ordem de Cister, conforme adianta o 24 Horas, funcionou a Secção Masculina da Casa Pia de Évora, que mudou de instalações em 2005. Pouco meses depois, o imóvel, classificado como Monumento Nacional, «passou para a alçada da Direcção-Geral do Património do Estado e foi deixado ao abandono, sem qualquer tipo de vigilância».

De acordo com o Governo Civil de Évora, o espaço passou a dispor de vigilância para impedir a repetição dos actos de vandalismo.”

Jornal Notícias Alentejo (edição online).

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Saturday, February 17, 2007

Miscelânea…

Os habitantes de uma remota cidade da China, localizada perto do deserto de Gobi, serão descendentes de legionários romanos?

Links:
- http://www.wotmania.com/messageboard5showmessage.asp?MessageID=278842

- http://en.wikipedia.org/wiki/Marcus_Licinius_Crassus

Henry Morton Stanley - a liar I presume?

Link: http://hnn.us/roundup/entries/34970.html

O horror de um campo de concentração da II Guerra Mundial - Buchenwald.

Link: http://www.buchenwald.de/index_en.html

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Friday, February 9, 2007

Pirata

 
Sou o único homem a bordo do meu barco.
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.

Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.

A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.

                  Sophia de Mello Breyner 

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Monday, February 5, 2007

Os Justos da diplomacia!

In the Era of the Holocaust, 29 Who Made a Difference

By PETER STEINFELS (February 3, 2007)

The book is called “Diplomat Heroes of the Holocaust,” and perhaps the most telling thing about it is that it is very slim.

Richard C. Holbrooke, former ambassador to the United Nations, made that point during a ceremony, held Jan. 24 at Park East Synagogue on Manhattan’s East Side, to mark the book’s publication.

During the years of Nazi persecution and then mass murder of Jews, Mr. Holbrooke noted, Europe’s embassies and consulates were filled with thousands of officials, but very few of them proved willing to toss aside protocol and instructions to save the lives of people threatened with death in the camps.

“Diplomat Heroes of the Holocaust” is a documentary record of 29 exceptions. It was written by Mordecai Paldiel, director of the department at Yad Vashem — the main Holocaust memorial museum in Israel — that designates non-Jewish rescuers of Jews with the honorific title Righteous Among the Nations.

Stationed in cities either already or about to be under the control of the Third Reich, this small minority of determined and ingenious officials issued passports giving Jewish refugees new citizenship status, sometimes to unlikely places, like El Salvador. (…)

But the diplomat hero that Mr. Holbrooke highlighted in his remarks was Aristides de Sousa Mendes, an aristocratic Portuguese consul general in Bordeaux, France, from 1938 to July 1940. In May 1940, he faced pitiable crowds of refugees from the German invasion of France, many of them Jews camped in the streets and parks and desperate for visas allowing escape into Spain and Portugal.

He also faced an absolute prohibition by Portugal’s dictator, António de Oliveira Salazar, against issuing transit visas to refugees and especially to Jews.

In mid-June, the consul general agonized for several days, cut himself off from the world, at one moment agitated, at the next despondent. Suddenly he proceeded to his office and announced: “I’m giving everyone visas. There will be no more nationalities, races or religions.”

The next days were frenzied. All day and into the night, visas were issued. Fees were waived. No one filled in names. Sousa Mendes traveled to the Spanish border to make certain that refugees were able to cross. He confronted Spanish border guards when needed — and continued to sign visas.

Lisbon was upset and on June 23 stripped him of his authority. Returning to his property in Portugal the next month, he only disturbed the authorities more by acknowledging his deeds and defending them straightforwardly on humanitarian and religious grounds. Dismissed from the diplomatic service and with 12 children to support, he had to sell his family estate and eventually died in poverty, supported by an allowance from Lisbon’s Jewish community, where he ate at a soup kitchen.

“Diplomat Heroes of the Holocaust,” with an introduction by Mr. Holbrooke, is published by KTAV and the Rabbi Arthur Schneier Center for International Affairs of Yeshiva University. Rabbi Schneier, senior rabbi of Park East Synagogue and founder of the Appeal of Conscience Foundation, has been active for decades on behalf of religious freedom and interreligious dialogue. (…)       link (NY Times)

 

Posted by Sertorius at 13:41:32 | Permalink | Comments (2)