Monday, July 31, 2006

 Devido à estupidez intrínseca do blog.com boa parte das imagens deste blogue estarão bloqueadas até ao final do mês (???). Até lá só texto…

 

 Haja paciência!!!

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Saturday, July 29, 2006

Évora quotidiana (XVI)

A Invasão Francesa de 1808

- “A cidade ficou pobre porque foi saqueada e o saque durou três dias. Fizeram [soldados napoleónicos] toda a qualidade de heresias e sacrilégios ao Santíssimo Sacramento, roubando os vasos sagrados, entornando e espalhando pelo chão as sagradas partículas, romperam a clausura e fizeram o que quizeram das mulheres não respeitando as próprias religiosas; finalmente os diabos soltos e desenfreados não fariam o que eles fizeram.”

Efemérides Eborenses (1791 - 1831), in A Cidade de Évora. Boletim da Comissão Municipal de Turismo, n.º 37-38, 1955-56, p. 282. As Efemérides são uma compilação de acontecimentos eborenses, de 1791 a 1831, de autor eclesiástico, desconhecido. Foram publicadas pela primeira vez no jornal Notícias de Évora, entre 1909 e 1911, e mais tarde publicadas, em conjunto, por Túlio Espanca, na revista A Cidade de Évora.   

- “Palácio do Dr. José Joaquim Baldeira dos Reis, irmão do bispo do Maranhão, D. Jacinto Carlos da Silveira, auxiliar do arcebispo de Évora [fr. Manuel do Cenáculo], Provisor do Isento de Montoito, da Ordem de Malta, o qual foi barbaramente assassinado na tarde de 29 de Julho, por se recusar a abrir a porta à soldadesca ébria de sangue, e desceu na sepultura da Casa dos Ossos da Igreja de S. Francisco, pela tarde do dia seguinte.”

Túlio Espanca, Évora na Invasão Francesa de 1808 in A Cidade de Évora. Boletim da Comissão Municipal de Turismo, n.º 39-40, 1957-58.

 

  Faz hoje 198 anos que a cidade de Évora foi invadida por um exército napoleónico (de 6.000 a 10.000 homens) que com ordens de “saque e degola” durante três dias – 29, 30 e 31 de Julho – mataram, violaram e saquearam tudo o que podiam. Este “tríduo fatal” foi antecedido, ainda a 29, por uma batalha às portas da cidade, onde o mal equipado conjunto de soldados (dificilmente se poderia chamar de exército) luso-espanhol, conjuntamente com muitos “paisanos” eborenses, incluído monges,  fez galhardamente frente a um divisão francesa bem comandada e com superioridade material e de homens. Era comandada por Loison, o general que ficou conhecido em Portugal pelo epíteto de “o maneta”.  O facto de Évora ter oferecido alguma resistência e as baixas francesas terem sido significativas levou a que a soldadesca (composta por franceses, alemães, polacos) quando entrou na cidade cometesse todo o tipo de malfeitorias, não poupando nada nem ninguém. O bispo do Maranhão foi a vítima mais ilustre, mas inúmeros anónimos eborenses foram chacinados, especialmente por forças de cavalaria que ao cercar a cidade matavam todos aqueles que tentavam fugir. Ainda hoje falta um trabalho sério e abrangente para saber o número exacto de mortos e as reais consequências (demográficas, económicas, etc…) que a cidade sofreu  depois deste terrível acontecimento.
  No que toca ao património a Catedral sofreu os efeitos de algum bombardeamento, e todas as igrejas, conventos, palácios e casas modestas de um modo geral foram espoliadas dos seus bens mais valiosos. Mas não só dinheiro, ou objectos, religiosos ou não, em ouro e prata foram roubadas, já que a turba de soldados, e também os oficiais, roubaram carnes ensacadas, cavalos e mulas, roupa branca e mantimentos diversos.
  A biblioteca do arcebispo de Évora, assim como todas as outras conventuais ou de particulares, foi remexida mas os livros não foram roubados, contudo a sua valiosa colecção de moedas e medalhas antigas foi rapinada.
  Foram dias muito negros para a história da cidade e que não terminaram nestes três dias, já que a cidade por algum tempo ficou com uma guarnição francesa.
  Mas nem só Évora sofreu os efeitos desta turba de soldados sequiosos de saque e glória militar, já que antes de chegar a esta cidade as águias de Napoleão tinham tomado Montemor-o-Novo, e depois de Évora prosseguiram o seu cruel mister de pacificar esta zona do Alentejo (grosso modo o distrito de Évora).

  Que este texto faça lembrar a coragem de eborenses, alentejanos e espanhóis que se bateram pela defesa da cidade e desta região em 1808 e que durante as invasões francesas ao nosso país (1807 –1809) tudo deram para o conservar independente).

  Bibliografia: Túlio Espanca, Évora na Invasão Francesa de 1808 in A Cidade de Évora. Boletim da Comissão Municipal de Turismo, n.º 39-40, 1957-58. No final do artigo estão as referências a fontes e bilbiografia. Não conheço outro artigo, ou sequer livro sobre este assunto. Existem sim relatos da época e alguns textos de índole militar.

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Monday, July 24, 2006

Em pesquisas na internet descobri…

Que algum património religioso (igrejas, capelas, alminhas, talha)

do concelho de Pampilhosa da Serra está divulgado

neste site: http://patrimonioreligioso.com.sapo.pt.

A visitar, tanto o site como o concelho!

 

Posted by Sertorius at 12:18:42 | Permalink | No Comments »

Saturday, July 22, 2006

A morte de um mar!

Foto da Agência Espacial Europeia.

 

  “El Mar de Aral, en Asia Central, en la frontera entre Kazajistán y Uzbekistán,  ha perdido en los últimos 40 años el 50 por ciento de su superficie, aunque sigue si-endo una de las cuatro masas líquidas más grandes del mundo.

  La Agencia Espacial Europea (ESA) dedica su imagen de la semana, tomada por el satélite Envisat, a Aral y subraya en una nota que en los últimos 40 años se ha evaporado la mitad de su superficie original y un cuarto de su volumen de agua inicial.

  La evaporación y la alta salinización han dejado aproximadamente 36.000 kilómetros cuadrados de desierto blanquecino en un terreno que ahora se llama Desierto de Aralkum. Dado que el nivel del agua ha descendido 13 metros desde los años 60, el Mar de Aral ahora está partido en dos: una gran zona, parecida a una herradura de caballo, y otra, mucho más pequeña, conectada apenas por el norte. (…)”  [La Voz de Galicia]

 

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Wednesday, July 19, 2006

 

«O calor, como uma roupa invisível, dá vontade de o tirar.»

O Livro do Desassossego - trecho 354 (ed. Assírio & Alvim).

 

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Monday, July 10, 2006

Canto do cartoon (03)

Raimundo Sousa (cartoonista brasileiro)  - Sem título.

 

Museu Virtual do Cartoon

 

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Thursday, July 6, 2006

Água Vitaminada?

 A água em Évora é um bem muito mal aproveitado, Gastam-se (esbanjam-se) li-tros de água em rega de uma pseudo relva, que popula os arredores da cidade, e mesmo nessa rega muitas das vezes vão imensos litros para o asfalto (caso da avenida Túlio Espanca). Mas no centro histórico já lá vão mais de 12 horas sem água, e a pouca que sai vem assim:
    

Foto tirada a 6.7.2006, manhã, no centro histórico.

 

 E noutros bairros, no mês passado, mesmo sem falta de água, a única água que as pessoas tinham para consumo estava barrenta e cheirava mal. Terá esta cor porque está vitaminada, para fortalecer os eborenses???

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Saturday, July 1, 2006

Moradas úteis:

 
Hans Baldung Grien - Monge a pregar (c. 1505)
 
 
Moradas electrónicas úteis da Igreja Católica em Portugal:
 
(muito útil para contactar entidades religiosas, ou párocos)
 
(com presença em Portugal, apenas masculinas) 
 
(site da Igreja Católica em Portugal)
 
(agência de notícias católica)
 
(Tem informação relevante sobre arquivos, bibliotecas, documentação vária)
 
- Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa (2004)
 
 
 
 
Moradas electrónicas de outras confissões:
 
(anglicana, existe desde 1880)
 
 
- Comunidade muçulmana (não encontrei nenhum site da comunidade
mas esta morada poderá fornecer alguma informação)
 
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