Friday, March 31, 2006

Aposta com futuro…

“Évora aposta no Património Religioso

 Alertar a comunidade eclesial para o valor do património histórico-artístico e religioso da Arquidiocese de Évora foi o mote para a acção de formação/promovida pelo Instituto Português de Conservação e Restauro e pela Comissão Diocesana dos Bens Culturais da Igreja.
 O Pe. Fernando Marques, desta Comissão, explica à Agência ECCLESIA, manifesta a sua satisfação perante a atenção que tem merecido a valorização catequética e pastoral do património, “que é vivo”.
 Os mais de 80 participantes, entre os quais muitos dos párocos locais, receberam ontem informação sobre o projecto de inventariação da Arquidiocese, a cargo de Artur Goulart, também da comissão diocesana. O projecto “vai permitir conhecer e dar a conhecer uma parte significativa de um que é uma das marcas mais valiosas da nossa identidade cultural” e tem como primeiro grande objectivo “conhecer e estudar os acervos das igrejas, capelas, seminários e instituições religiosas das 158 paróquias da Arquidiocese de Évora.” (…)

 Restante notícia neste link.

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Monday, March 27, 2006

Simplex?

  Com um afã de desburocratizar o aparelho estatal o actual governo descobriu a internet como a panaceia de (quase) todos os males que o afectam. Pouco ou nada se faz para combater a “cunha”, o laxismo, a displicência, a morosidade, etc… mas parece que temos de engolir doses maciças de tecnologia e inovação que só vão melhorar e agilizar os serviços estatais de um dia para o outro!

  Tendo em conta o analfabetismo (em 2001 afectava 9% da população portuguesa), o abandono escolar, um ensino que já teve melhores dias, e  também uma população cada vez mais envelhecida (avessa muitas das vezes a modernices), como é que os cidadãos vão poder usufruir plenamente do “Plano de Simplificação Administrativa - Simplex”, hoje apresentado pelo primeiro ministro?

  Ou será que o engenheiro Sócrates irá de porta em porta explicar a todos aqueles que nem sabem o que é a internet (“onde é essa loja” - perguntam muitos idosos), nem o que é o Google, ou pura e simplesmente para que serve um computador? Inovação e tecnologia sim, mas que existam outras formas de aceder a serviços estatais sem ser unicamente pela internet, e que se pense primeiro na formação dos portugueses, seja qual for a sua idade, na área da informática.

  Os portugueses, penso eu, não têm medo de ir “na aresta do futuro“, têm é medo de ser empurrados, à bruta, para lá!

 O “Simplex” pode ser consultado aqui (pdf).

 

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Tuesday, March 21, 2006

1º Aniversário

 
Hoje o blogue patrimonios comemora um ano na blogosfera!
A todos os leitores e amigos obrigado pelos comentários,
sugestões e críticas ao longo de 2005/6.
 
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Dia da Poesia…

Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,

E deseja o destino que deseja;

Nem cumpre o que deseja,

Nem deseja o que cumpre.

 
 
Como as pedras na orla dos canteiros

O Fado nos dispõe, e ali ficamos;

Que a Sorte nos fez postos

Onde houvemos de sê-lo.

 
 
Não tenhamos melhor conhecimento

Do que nos coube que de que nos coube.

Cumpramos o que somos.

Nada mais nos é dado.

 
                                     Ricardo Reis

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Saturday, March 18, 2006

“Wizard of Oz, An American Fairy Tale” ou Brokeback Mountain para pequeninos?

The Wonderful Wizard of Oz, poster impresso por Litho Company, 1900.

 

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Monday, March 13, 2006

Cenáculo na Biblioteca Nacional

«Casa dos Livros de Beja - Doação de Frei Manuel do Cenáculo [1724-1814] à Real Biblioteca Pública da Corte

 De entre os vários núcleos fundacionais da Casa que é hoje a Biblioteca Nacional, serve de objecto à presente exposição o importante conjunto que constou de uma Doação feita pelo próprio Frei Manuel do Cenáculo à Real Biblioteca Pública da Corte antes desta «abrir ao público», em 1796-97, e cujos catálogos próprios foram elaborados por António Ribeiro dos Santos, lente de Coimbra e ex-bibliotecário dessa Universidade, que foi o primeiro bibliotecário-mor da instituição criada por Alvará de 29 de Fevereiro de 1796, passam hoje 210 anos. (…)»  link

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Wednesday, March 8, 2006

Quadras de Mora:

11
 
Adeus, ó vila de Mora
estrada nova, linha recta.
Aonde o meu amor passeia
A cavalo na bicicleta.
 
13
 
Adeus ó vila de Mora,
Adeus, vila de Pavia;
Eu vou assentar praça
No Onze de Infantaria.
 
23
 
Ajudem-me, ó camaradas,
Ajudem-me, ao menos uma;
Em cantar e ser alegre
Não há desonra nenhuma.
 
104
 
Largo da praça de Mora
Hei-de-o mandar ladrilhar
Com prata recortadinha
Para o meu amor passear.
 
190
 
Salsa verde, miudinha,
Nasce debaixo da giesta;
Os sinais que as cabras têm
nascem aos homens na testa.
 
 
  Na minha, ou melhor, nossa, labuta para tentar ordenar a biblioteca do Museu de Évora
encontrei um livro dedicado a Mora (distrito de Évora) e seu concelho (4 freguesias: Mora, Brotas, Cabeção e Pavia) que muito interesse tem.
  O autor faz uma síntese da história local, transcreve documentos históricos, descreve as suas gentes e o património (móvel e imóvel) e ainda apresenta uma recolha de 223 quadras populares de Mora.
  No cancioneiro, apenas de Mora já que as restantes freguesias ficaram de fora, aparecem diversas temáticas: lides do campo, os amores, a pilhéria e o amor à terra (Mora e/ou outras freguesias).
  O autor, informa o leitor que recolheu um número assinalável de quadras mas o povo em Mora “canta pouco”, sendo que  o “morense não é alegre e dado a festas” (p.117). Apenas canta quando vai às “sortes” ou quando vai a caminho das mondas ou ceifas, ou durante esses penosos e fatigantes trabalhos agrícolas, onde o cantar era a única forma de esquecer o trabalho, o cansaço, o sol imperioso e a parca soldada.

  Livro: Lopes Correia, Mora e o seu Concelho (Notas Históricas), Figueira da Foz, Impressora Económica, 1961, 190 páginas. [existe uma 3ª edição, com desenhos de A. Couvinha, de 1998]

 

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Monday, March 6, 2006

Homenagem presidencial a um pedófilo!

  O Presidente Jorge Sampaio foi no passado dia 4 de Março, já em recta final de mandato, a um estado semi-ditatorial (Argélia), prestar homenagem a um pedófilo - o presidente Teixeira Gomes (ver biografia oficial soft aqui).

  Quando Jorge Sampaio declarou que a vida e a obra de Manuel Teixeira Gomes representam “uma lição de curiosidade pelo mundo, de abertura ao universal (???), ao diverso e ao diferente” era concerteza uma piada… Só pode ser um triste chiste dizer isto de uma pessoa que abandonou o seu cargo, família e amigos para dedicar-se em exclusivo à pedófilia! E ainda por cima a comunicação social noticiou isto de forma acrítica e como um grande acontecimento, como fez o Público:

« Argélia: Sampaio homenageia Teixeira Gomes na sua última visita ao estrangeiro como Presidente (04.03.2006) 

Jorge Sampaio homenageou hoje em Bougie, Argélia, o antigo Chefe de Estado português Manuel Teixeira Gomes (1923-1925), no âmbito da sua última visita ao estrangeiro enquanto Presidente da República.

Ao inaugurar em Bougie um monumento à memória de Teixeira Gomes, numa cerimónia rodeada por fortes medidas de segurança, Jorge Sampaio disse que o antigo Presidente da República “foi e continua a ser um traço de união” entre as culturas islâmica e ocidental, bem como entre Lisboa e Argel.

“Os ideais de Manuel Teixeira Gomes continuam válidos para o nosso tempo, pois actuais continuam a ser o seu cosmopolitismo, o seu sentido de convivência enriquecedora entre culturas e civilizações, a sua devoção à paz como bem essencial para a Humanidade”, disse Sampaio, considerando a homenagem um “acto de inteira justiça”.

No entender do Chefe de Estado, a vida e a obra de Manuel Teixeira Gomes representam, além disso, “uma lição de curiosidade pelo mundo, de abertura ao universal, ao diverso e ao diferente”, além de paradigma dos primeiros anos da República. (…) » (Link)

  Um artigo, interessante e acutilante, de Pulido Valente sobre este dislate de Jorge Sampaio, no Espectro.

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Thursday, March 2, 2006

Alcácer do Sal - descobertas arqueológicas

«Descobertas arqueológicas recentes provam que, contrariamente ao aceite pela maioria dos estudiosos desta matéria, há cerca de onze séculos, durante o período Almoada, o último império muçulmano que ocupou Alcácer do Sal, a população local também vivia fora das muralhas, dedicando-se a actividades como a pesca. Na verdade, esta ideia vem também trazer uma importância acrescida e em parte explicar a razão da sua conquista pelos cristãos ter demorado cerca de duas décadas após a tomada de Palmela, já que aqui era praticada a yhiade (guerra santa). (…)»  [link]                              

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