O Ano Novo está quase a chegar! Bom Ano Novo!!!

Vermeer - Rapariga com jarro de água (c. 1664-1665)
The Metropolitan Museum of Art, New York.

Vermeer - Rapariga com jarro de água (c. 1664-1665)
The Metropolitan Museum of Art, New York.
Uma boa notícia para o património. Vão começar brevemente obras de restauro para preservar a igreja de S. Gião (que já foi utilizada como palheiro e armazém!), e que está datada como uma das mais antigas da Península Ibérica. É descrita no site da DGEMN como sendo uma igreja de origem «visigótica, pelo tipo de decoração das impostas e frisos (que surge também em San Juan de Baños e São Frutuoso de Montélios), pelo uso do arco ultrapassado apenas em 1/3 do raio, pelas dimensões dos vários espaços idênticas às de outras igrejas visigóticas (São Pedro de Balsemão)».
Legislação para preservar a ruralidade da envolvente também já está pensada e agora só falta o IPPAR começar o árduo trabalho de restauro, que é o culminar de anos de sondagens, escavações arqueológicas e estudos aturados sobre os aspectos ligados à arquitectura da igreja, da sua história, e do local onde está implantada.
«O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu na quarta-feira ao empresário Joe Berardo que a sua colecção de arte moderna fica em Portugal, disse ontem ao PÚBLICO o comendador. (…)»
Ler artigo completo aqui.

Josefa de Óbidos - Natividade (c. 1650-60)
Villancico XIII
Beña nora buena
o ceo para a terra.
Beña minha vida,
e seja de Galicia.
Beña o Sol divino,
que nace garridíño.
Beña o Sol fermoso,
que nace como un outro.
Beña o lume, beña,
e fujão as tenebras.
E à bela sua Mãy
o paraben le day:
Que faga a matiña,
que bole a palliña.
O paraben le day,
tangey, tocay, sonay a gaytiña
Sonay a frautinha,
tangey a bajon (…)
Excerto retirado de: Villancicos, Que se Cantarão na Capella Real d’ el rey D. IOAM nosso Senhor o IV de Portugal. Nas Matínas da noite de Natal, este anno de 1640.
Pequeno livrinho, de apenas 12 folhas, com vários vilancicos em castelhano, cantados para o novo monarca português, D. João IV. Se bem que cantados em noite de Natal, de 1640, o tema (central) da Natividade aparece mesclado com temas e personagens profanas. O livro encontra-se na Biblioteca Pública de Évora, cota: Rev. 439.

Anúncio retirado do jornal Democracia do Sul, 24 Dezembro 1935.
Esta loja, Kermesse de França, existiu até data incerta da década de 90, século XX, e dela ainda tenho algumas recordações. Situava-se na rua da Républica, debaixo da arcada, bem perto da Praça do Geraldo. Em 1935 era uma das melhores lojas eborenses no que toca a prendas de Natal, tendo um vasto sortido de perfumes, pó de arroz, brinquedos, postais eborenses, canetas, revelação de fotos, óculos, etc… Tudo exposto, claro está, sob a “ornamentada” árvore de Natal, para delícia dos mais novos.
Este monumento, antigo palácio do imperador Nero, após fortes chuvadas na capital italiana, tem parte da cobertura em risco de ruir, o que já aconteceu parcialmente em 2001. Após 18 anos de restauro, e muito dinheiro gasto, o palácio colossal reabriu parte das suas salas ao público (1999), só que a passagem inelutável do tempo não perdoa e desta vez o palácio pode ficar fechado mais de 2 anos, segundo palavras do ministro da cultura Rocco Buttiglione. O restauro e consolidação deverão demorar algum tempo, e agrava a situação o facto de serem operações dispendiosas e o estado italiano estar com dificuldades em financiar os seus próprios monumentos e museus.
O palácio é conhecido pelos seus belos e bem conservados frescos e estuques que inspiraram múltiplos artistas renascentistas, e Rafael foi um deles. Foi a partir deste espaço que, erroneamente, se criou o termo/conceito grotesco (História de Arte).
A Resolução do Conselho de Ministros refere que caberá ao coordenador do Plano Tecnológico «monitorizar a implantação do «Programa Nacional de Reformas», Articular a coordenação e monitorização do Programa Nacional com o desenvolvimento do «Programa Comunitário de Lisboa», Articular a coordenação e monitorização do Programa Nacional com outros planos e programas nacionais relevantes para a concretização da Agenda de Lisboa e, em particular, com o Programa de Estabilidade e Crescimento, com o Plano Tecnológico, com o Plano Nacional de Emprego e com o Quadro de Referência Estratégica Nacional.
Cabe ainda a Zorrinho, promover a participação dos agentes económicos e sociais e da sociedade civil nos processos de concretização e de avaliação do Programa Nacional de Reformas e do Plano Tecnológico.» [texto retirdo daqui
] «On June 15, 1957, a new gold and white 1957 Plymouth Belvedere Sport Coupe was buried in a time capsule in downtown Tulsa, OK. The time capsule was part of Golden Jubilee Week: Tulsa‘s celebration of Oklahoma‘s semi-centennial. The car is buried under the sidewalk in front of the Tulsa County Courthouse, approximately 100 feet north of the intersection of Sixth Street and Denver Avenue. (…)» [ler restante artigo aqui]
A concepção de cápulas do tempo já vem de longe… Ao longo dos tempos os construtores de catedrais, fábricas, e mesmo de casas particulares deixaram nas paredes, ou chão, em compartimento secreto, ou nem por isso, objectos do quotidiano (moedas, jornais, recordações pessoais…). Neste caso, na cidade de Tulsa (USA), no já distante ano de 1957, enterraram um automóvel (Plymouth Belvedere) por ser representativo da sociedade da época e “an advanced product of American industrial ingenuity with the kind of lasting appeal that will still be in style 50 years from now.”
A lista completa de objectos enterrados com o automóvel (gasolina, cerveja, tranquilizantes, fotos, o conteúdo de uma mala de senhora, revistas e jornais, entre outras coisas) é bastante representativa do american way of life. Em 2007, nas comemorações do centenário do estado de Oklahoma, tudo será retirado do cofre de cimento, e o Plymouth Belvedere sorteado.
E nós, portugueses, em pleno ano 2005, o que deixaríamos numa cápsula do tempo, para ser aberta daqui a cem anos? Um cartaz da campanha presidencial, um boletim de inscrição do Centro de Emprego, ou uma revista Maria? Aceitam-se sugestões!!

«Napoleon massacred more than 100,000 Caribbean slaves and should be remembered as a genocidal dictator and inspiration for Hitler rather than a military genius and founder of modern France, a French historian said yesterday. (…)»
[Ver aqui artigo completo]