Wednesday, November 30, 2005

Eu…

    Eu, eu mesmo…  
    Eu, cheio de todos os cansaços  
    Quantos o mundo pode dar. — 
    Eu… 
    Afinal tudo, porque tudo é eu, 
    E até as estrelas, ao que parece, 
    Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças… 
    Que crianças não sei… 
    Eu… 
    Imperfeito?  Incógnito?  Divino? 
    Não sei… 
    Eu… 
    Tive um passado?  Sem dúvida… 
    Tenho um presente?  Sem dúvida… 
    Terei um futuro?  Sem dúvida… 
    A vida que pare de aqui a pouco… 
    Mas eu, eu… 
    Eu sou eu, 
    Eu fico eu, 
    Eu… 

    Álvaro de Campos

 

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1888 - 1935

Para saber mais sobre Fernando Pessoa estes sites têm excelente informação so-bre a sua vida(s) e obra. Mas o melhor mesmo é ler, não só hoje, mas sempre que lhe apetecer os seus poemas e prosa. É a forma ideal de ele continuar vivo na nossa cultura e na nossa língua.

Cronologia de Pessoa - http://www.ufp.pt/page.php?intPageObjId=10300

Projecto Vercial - http://web.ipn.pt/literatura/pessoa.htm

Site Pessoa Revisitado - http://www.cfh.ufsc.br/~magno/frames.html

 

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Tuesday, November 29, 2005

 O candidato mais que perfeito para um país imperfeito.

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Saturday, November 26, 2005

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 Depois de ver o último Retratos, ontem na RTP1, após o Telejornal (21.10h), sobre o 25 de Novembro, mais me convenço que entre uma direita spinolista, a cheirar a naftalina e “fumos do império” e uma esquerda revolucionária, em pleno PREC, o general Eanes foi o menor (mas também não o melhor) dos males para Portugal.

 Mais informação, imagens e textos da época aqui e a aqui.

 

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Friday, November 25, 2005

Sessão de apresentação do livro

                 

Autoria da Dra. Carmen Almeida

(dir.ª do Arquivo Fotográfico da CMÉ), com prefácio

do Prof. Doutor João Carlos Brigola no dia

 25 de Novembro de 2005, na Biblioteca Pública de Évora, pelas 18H30.

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Wednesday, November 23, 2005

Vanitas

Featured work

Paulus Moreelse - A Girl with a Mirror (1627)

 

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Monday, November 21, 2005

Informação sobre: Ota

 Estar informado é imperioso no que toca a assuntos públicos, mais ainda se impli-ca gastar muitos milhoes do erário do estado/fundos europeus. Como na Ota não há só sobreiros, como um iluminado escreveu nos media, aqui estão os dados históricos, paisagísticos, geológicos, arqueológicos da zona. E se houver mais interesse pelo assunto vários estudos, para todos os gostos, por aqui.

 

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Friday, November 18, 2005

Explosão no Afeganistão

 Militar português morto no Afeganistão.

 

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Wednesday, November 16, 2005

Nomes e alcunhas eborenses (II)

Esta pequena recolha de nomes e alcunhas eborenses abarca, como a anterior, os anos de 1911 e 1912, no jornal eborense Notícias de Évora.

-Bento Fialho Prego
(pequeno industrial do calçado)

-António Teixeira Calabote
(pedreiro, detido para averiguações)

-Manoel Joaquim Fofa
(taberneiro)

-João Beicinho
(regatão)

-Joaquim Júlio Dias Azedo
(rolheiro, causador de distúrbios)

-António Joaquim Maricota
(proprietário)

-Maria Pum-pum
(residente no Telhal da Penha)

-Joaquim Manoel, conhecido por Joaquim Chinfrim
(cocheiro e brochante)

-Napoleão Bonaparte
(serralheiro)

-Júlio Empadinhas
(taberneiro na rua Mendo Estevens)

-Frederico António Paninho
(aprendiz)

-António Bate à Porta
(varredor da Câmara)

Também tenho conhecimento, através de outro jornal do qual não tirei nota, de um rapaz chamado Robespierre, que tinha uma irmã chamada Revolução. O pai de ambos seria um inflamado republicano.

(Para consultar os anteriores consultar post de 3 de Novembro)

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Monday, November 14, 2005

Luto…

Pormenor da Quinta da Bacalhoa (perto de Azeitão)

 

“O décimo homem mais rico de Portugal, conhecido pela sua colecção de arte contemporânea, veste-se sempre de preto. Perguntaram a Joe Berardo porquê. «Estou sempre de luto pela política cultural deste país».” (Revista Pública, n.º 493, 2005)

 

  Pena é que Joe Berardo não esteja de luto pela destruição da envolvente da Quinta da Bacalhoa, sua propriedade, hoje mais conhecida pelo vinho que produz e pela polémica das (más) intervenções a que foi sujeita. Do binómio palácio - quinta só foi mantido o palácio, já que o pomar, jardins, estruturas de rega, muitas árvores antigas e a decoração (medalhões cerâmica, azulejos) foram destruídos por uma intervenção profundamente estúpida e desrespeitadora das directrizes que emanaram da  tutela (IPPAR).

  Ser rico, e fazer chantagem com a  sua colecção de arte (ficar ou não ficar em Portugal, eis a questão…) não deveria ser motivo para ter dado aval a um atentado paisagístico e patrimonial na Quinta da Bacalhoa, e ainda por cima não ter sido punido devidamente por isso. Ou será que há excepções?

 

Posted by Sertorius at 19:50:09 | Permalink | Comments (5)